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domingo, 29 de julho de 2012

Chico Xavier estar concorrendo ao maior brasileiro de todos os tempos no programa apresentado pela emissora de televisão SBT, confira a biografia de um homem que viveu para caridade.


Vida

Nascido em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após
fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a
desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro Parnaso de
Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo
Franciso de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu
nascimento, substituido pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que
rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente
em abril 1966, quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos. O mais conhecido
dos espíritas brasileiros contribuiu para expandir o movimento espírita
brasileiro e encorajar os espíritas a revelarem sua adesão à doutrina
sistematizada por Allan Kardec. Sua credibilidade serviu de incentivo para que
médiuns espíritas e não-espíritas realizassem trabalhos espirituais abertos ao
público. Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em
Uberaba, cidade onde faleceu. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com
o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.

Infância
Segundo biógrafos, a mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade, quando ele respondeu ao pai sobre ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia
ver e ouvir os espíritos e conversava com eles. Aos 5 anos conversava com a
mãe, já desencarnada. Na casa da madrinha, foi muito maltratado, chegando a
levar garfadas na barriga. Aos sete anos de idade, saiu da casa da madrinha
para voltar a morar com o pai, já casado outra vez. Ele, para ajudar nas
despesas da casa trabalhava e estudava em escola pública. Por conseqüência,
dormia apenas sete horas por dia.
  
Juventude
No ano de 1924, termina o curso primário e não voltou a estudar, começando a trabalhar como auxiliar de cozinha em um restaurante no ano de 1925. No mês de maio de 1927, participou de uma sessão espírita onde vê
o espírito de sua mãe, que lhe aconselha ler as obras de Allan Kardec, em junho
ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, e em julho inicia os trabalhos
de psicografia escrevendo 17 páginas. Em 1928, aos 18 anos, começou a publicar
suas primeiras mensagens psicografadas nos jornais O Jornal, do Rio de Janeiro,
e Almanaque de Notícias, de Portugal.


Falecimento
Chico Xavier desencarnou (faleceu) aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam
muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste
com seu passamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de
2002 no dia de seu falecimento. Chico foi eleito o mineiro do século XX,
seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek. Recentemente, iniciou-se a
construção de um centro em sua homenagem. Antes de sua morte, ele havia deixado
uma espécie de código com pessoas de sua confiança para que pudessem ratificar
sua presença quando houvesse um contato. Já nos aproximamos do décimo ano de
sua morte e nenhum contato foi confirmado até o momento.
  
Psicografias
Alegoria que representa, segundo a ótica espírita, o médium Chico Xavier psicografando uma mensagem do Espírito de Emmanuel, (por André Koehnne).



Chico Xavier psicografou 451 livros , sendo 39 publicados após a morte. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro
arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 50 milhões de exemplares
em português, com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, italiano,
russo, romeno, mandarim, sueco e braile. Psicografou cerca de 10 mil cartas de
mortos para suas famílias. Cedeu os direitos autorais para organizações
espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.


Suas obras são publicadas pelo Centro Espírita União, Casa Editora O Clarim, Edicel, Federação Espírita Brasileira, Federação Espírita do Estado de São Paulo, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Fundação Marieta
Gaio, Grupo Espírita Emmanuel s/c Editora, Comunhão Espírita Cristã, Instituto
de Difusão Espírita, Instituto de Divulgação Espírita André Luiz, Livraria
Allan Kardec Editora, Editora Pensamento e União Espírita Mineira.

Seu primeiro livro, Parnaso de Além-Túmulo, com 256 poemas atribuídos a poetas mortos, entre eles os portugueses João de Deus, Antero de Quental e Guerra Junqueiro, e os brasileiros Olavo Bilac, Cruz e Sousa e
Augusto dos Anjos, foi publicado pela primeira vez em 1932. O livro gerou muita
polêmica nos círculos literários da época. O de maior tiragem foi Nosso Lar,
publicada no ano de 1944, atualmente com mais de 2 milhões cópias vendidas,
atribuído ao espírito André Luiz, sendo o primeiro volume da coleção de 17
obras, todas psicografadas por Chico Xavier, algumas delas em parceria com o
médico mineiro Waldo Vieira.
  
Uma de suas psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial, foi a do caso de Goiânia em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz que
aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela
defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto
psicografado por Chico Xavier. O caso aconteceu em outubro de 1979, na cidade
de Goiânia, Goiás. Assim, o presumido espírito de "Maurício" teria
inocentado o amigo dizendo que tudo não teria passado de um acidente.


fonte:http://blogln.ning.com

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